Conclusão:

Depois de analisar tudo isso que eu mencionei abaixo, eu resolvi – CLARO! – cancelar minha assinatura, outra coisa muito complicada, porque só há um telefone de São Paulo para ligar e um email. Não há como cancelar pelo próprio site onde foi possível fazer a assinatura. Mas, enfim, eu enviei um email pedindo para cancelarem.

Hoje de manhã, recebo um telefone do atendente Vítor tentando explicar sobre o ocorrido. Ele começou querendo fazer uma comparação do valor dos produtos em tamanho original e a quantidade que eu recebi em casa nas minhas AMOSTRAS. Eu, primeiramente, ri na cara dele. Depois eu pensei no quanto ele estava achando que eu sou burra e então respondi falando que tinha recebido amostras que não podiam ser vendidas. Acho que aí ele entendeu que eu não tava apenas insatisfeita com o tamanho dos produtos. Eu expliquei tudo isso que já citei e ele só pedia desculpas por eu estar me sentindo lesada e, pra quem curtiu a caixinha, mandou um recado: no próximo mês virão 2 produtos em tamanho real: um lápis para lábios e um esmalte. Aí eu ri de novo.

Um ponto pra Glossybox é que toda essa fraude estava explicada no contrato. Mas isso não deixa de ser má fé e não anula nenhum de seus erros (ou crimes, chamem do que quiser) porque, sabidamente, as pessoas não lêem contrato, ainda mais na internet.

 

Agora eles estão de site novo, com foto da porcaria da caixinha que eu e mais um monte de gente recebeu em casa, e ainda explicam melhor sobre o funcionamento. Só que é tarde demais, né?! Vamos ver até onde isso vai…

 

Ps.: também verifiquei agora em blogs diversos que a mesma caixinha que eu recebi mediante pagamento de r$39 foi também a que algumas blogueiras receberam como SAMPLER para divulgação, mas que não era pra corresponder a caixa de maio de quem efetuou a assinatura. Até porque muitas dessas blogueiras chegaram a  assinar a Glossybox depois de receber a caixa gratuitamente para divulgação.

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3) Propaganda Enganosa.

Quem lembra do site antigo da GlossyBox? (Aliás, estou correndo atrás de alguém que tenha o printscreen da página antiga. Se você tiver, por favor, deixe uma mensagem com email que eu entro em contato.)

Então, o site não tinha muitas informações sobre os produtos, mas dizia CLARAMENTE que era uma super vantagem a gente assinar a GlossyBox por causa dos PRODUTOS que podiam valer até r$200! A propaganda foi tanta que muitas blogueiras postaram sobre isso, com o mesmo entendimento que eu: a empresa ia fazer publicidade dos produtos de luxo, a gente ia pagar um pouquinho por isso, mas teria a oportunidade de conhecer os tais produtos por um preço relativamente baixo comparado ao real valor das MINIATURAS. Para isso, até usaram fotos e vídeos das caixinhas alemãs. Só que o que recebemos? AMOSTRAS GRÁTIS, QUE TEM A VENDA PROIBIDA ATÉ!

Para maior esclarecimento, segue o artigo 37 do Código do Consumidor:

ART. 37 – É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.
§ 1º – É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário
inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de
induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade,
propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.
§ 2º – É abusiva, dentre outras, a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que
incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e
experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o
consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.
§ 3º – Para os efeitos deste Código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de
informar sobre dado essencial do produto ou serviço.
§ 4º – (VETADO).
ART. 38 – O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação
publicitária cabe a quem as patrocina.

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2) EMISSÃO DE NOTA FISCAL DUVIDOSA

Eles emitiram 2 notas fiscais. Uma com o valor de cada produto (por exemplo, um pingo de gloss da bourjois que valia DOZE CENTAVOS. Isso mesmo, doze centavos!) que, somados, totalizavam R$8,72, e uma outra nota no valor de R$32,28, referentes a uma suposta CONSULTORIA DE BELEZA.

Não precisa ser muito inteligente pra sacar que o preço 35 reais pela caixa + 4 reais do frete foi para MASCARAR o golpe armado por essa empresa (R$8,72 dos “produtos” + R$32,28 da “consultoria” = R$39, 00. MÁGICA DA SOMA, NÃO? MAS E O FRETE?).  Confrontados sobre esse fato, responderam que “de fato, houve um erro da nossa parte”.

Erro? O que houve foi propaganda enganosa, a venda de amostras proibidas por lei de serem comercializadas e muita má fé da empresa. Vocês também podem achar mais informações sobre esse CRIME no post que eu fiz abaixo sobre ESTELIONATO.

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ESTELIONATO

Estelionato

Art. 171 – Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:

Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.

§ 1º – Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor o prejuízo, o juiz pode aplicar a pena conforme o disposto no art. 155, § 2º.
§ 2º – Nas mesmas penas incorre quem:

Disposição de coisa alheia como própria

I – vende, permuta, dá em pagamento, em locação ou em garantia coisa alheia como própria;

Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria

II – vende, permuta, dá em pagamento ou em garantia coisa própria inalienável, gravada de ônus ou litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a terceiro, mediante pagamento em prestações, silenciando sobre qualquer dessas circunstâncias;

Defraudação de penhor

III – defrauda, mediante alienação não consentida pelo credor ou por outro modo, a garantia pignoratícia, quando tem a posse do objeto empenhado;

Fraude na entrega de coisa

IV – defrauda substância, qualidade ou quantidade de coisa que deve entregar a alguém;

Fraude para recebimento de indenização ou valor de seguro

V – destrói, total ou parcialmente, ou oculta coisa própria, ou lesa o próprio corpo ou a saúde, ou agrava as conseqüências da lesão ou doença, com o intuito de haver indenização ou valor de seguro;

Fraude no pagamento por meio de cheque

VI – emite cheque, sem suficiente provisão de fundos em poder do sacado, ou lhe frustra o pagamento.
§ 3º – A pena aumenta-se de um terço, se o crime é cometido em detrimento de entidade de direito público ou de instituto de economia popular, assistência social ou beneficência.

Duplicata simulada

Art. 172 – Emitir fatura, duplicata ou nota de venda que não corresponda à mercadoria vendida, em quantidade ou qualidade, ou ao serviço prestado.

Pena – detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrerá aquêle que falsificar ou adulterar a escrituração do Livro de Registro de Duplicatas.

Abuso de incapazes

Art. 173 – Abusar, em proveito próprio ou alheio, de necessidade, paixão ou inexperiência de menor, ou da alienação ou debilidade mental de outrem, induzindo qualquer deles à prática de ato suscetível de produzir efeito jurídico, em prejuízo próprio ou de terceiro:

Pena – reclusão, de dois a seis anos, e multa.

Induzimento à especulação

Art. 174 – Abusar, em proveito próprio ou alheio, da inexperiência ou da simplicidade ou inferioridade mental de outrem, induzindo-o à prática de jogo ou aposta, ou à especulação com títulos ou mercadorias, sabendo ou devendo saber que a operação é ruinosa:

Pena – reclusão, de um a três anos, e multa.

Fraude no comércio

Art. 175 – Enganar, no exercício de atividade comercial, o adquirente ou consumidor:

I – vendendo, como verdadeira ou perfeita, mercadoria falsificada ou deteriorada;
II – entregando uma mercadoria por outra:
Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
§ 1º – Alterar em obra que lhe é encomendada a qualidade ou o peso de metal ou substituir, no mesmo caso, pedra verdadeira por falsa ou por outra de menor valor; vender pedra falsa por verdadeira; vender, como precioso, metal de ou outra qualidade:
Pena – reclusão, de um a cinco anos, e multa.
§ 2º – É aplicável o disposto no art. 155, § 2º.

Outras fraudes

Art. 176 – Tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento:

Pena – detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante representação, e o juiz pode, conforme as circunstâncias, deixar de aplicar a pena.

Fraudes e abusos na fundação ou administração de sociedade por ações

Art. 177 – Promover a fundação de sociedade por ações, fazendo, em prospecto ou em comunicação ao público ou à assembléia, afirmação falsa sobre a constituição da sociedade, ou ocultando fraudulentamente fato a ela relativo:

Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa, se o fato não constitui crime contra a economia popular.

§ 1º – Incorrem na mesma pena, se o fato não constitui crime contra a economia popular: (Vide Lei nº 1.521, de 1951)
I – o diretor, o gerente ou o fiscal de sociedade por ações, que, em prospecto, relatório, parecer, balanço ou comunicação ao público ou à assembléia, faz afirmação falsa sobre as condições econômicas da sociedade, ou oculta fraudulentamente, no todo ou em parte, fato a elas relativo;
II – o diretor, o gerente ou o fiscal que promove, por qualquer artifício, falsa cotação das ações ou de outros títulos da sociedade;
III – o diretor ou o gerente que toma empréstimo à sociedade ou usa, em proveito próprio ou de terceiro, dos bens ou haveres sociais, sem prévia autorização da assembléia geral;
IV – o diretor ou o gerente que compra ou vende, por conta da sociedade, ações por ela emitidas, salvo quando a lei o permite;
V – o diretor ou o gerente que, como garantia de crédito social, aceita em penhor ou em caução ações da própria sociedade;
VI – o diretor ou o gerente que, na falta de balanço, em desacordo com este, ou mediante balanço falso, distribui lucros ou dividendos fictícios;
VII – o diretor, o gerente ou o fiscal que, por interposta pessoa, ou conluiado com acionista, consegue a aprovação de conta ou parecer;
VIII – o liquidante, nos casos dos ns. I, II, III, IV, V e VII;
IX – o representante da sociedade anônima estrangeira, autorizada a funcionar no País, que pratica os atos mencionados nos ns. I e II, ou dá falsa informação ao Governo.
§ 2º – Incorre na pena de detenção, de seis meses a dois anos, e multa, o acionista que, a fim de obter vantagem para si ou para outrem, negocia o voto nas deliberações de assembléia geral.

Emissão irregular de conhecimento de depósito ou “warrant”

Art. 178 – Emitir conhecimento de depósito ou warrant, em desacordo com disposição legal:

Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

Fraude à execução

Art. 179 – Fraudar execução, alienando, desviando, destruindo ou danificando bens, ou simulando dívidas:

Pena – detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.

Parágrafo único – Somente se procede mediante queixa.

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1) VENDA DE AMOSTRAS GRÁTIS

Eu imagino que todo mundo que está lendo esse blog já sabe o que é a Glossybox, então não vou me prender à explicações sobre o que é, como obtive, etc.

E VAMOS AOS FATOS:

Quando lançaram a glossybox, o site tinha poucas informações, em função de uma “política de privacidade” da empresa que envolveria uma surpresa às clientes: você não saberia quais produtos viriam na caixa até que ela chegasse na sua casa! Seria uma agradável surpresa, porque no release da caixa havia a informação de que a primeira glossybox viria com produtos equivalendo até 200 reais. A empresa legitimou sua promessa com base no sucesso da glossybox alemã (que, é só procurar na internet, consta com miniaturas generosas dos produtos) e no fato de terem fechado negócio com marcas conceituadas como Bourjois, Clinique, Clarins e Calvin Klein.

Pois bem, a minha glossybox chegou e vieram 5 amostras grátis (grátis mesmo, está escrito VENDA PROIBIDA nas embalagens). As maioria das pessoas que vi reclamando da glossybox só reclamaram do fato de serem amostras muito pequenas, que dariam para apenas uma aplicação do produto, e não se deram conta de que foram na verdade LESADAS.
OUTRO NOME PARA ISSO É ESTELIONATO, CRIME PREVISTO PELO ARTIGO 171 DO CÓDIGO PENAL BRASILEIRO.

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ilusão.

Mas é claro que nenhuma blogueira tem culpa da propaganda enganosa que foi feita no site.
As fotos do slideshow aí embaixo são só pra ilustrar o fato de que não fui só eu ou mais meia dúzia de meninas que não entenderam a real proposta da Glossy Box.

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o que todas achamos que era…

No início, tudo era lindo, maravilhoso. Por trás de um site mal escrito e inacabado, a ilusão de ter minuaturas produtos caros no valor de até r$200 pagando apenas r$35 + r$4 de frete. Muita gente caiu nessa…

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